Taxa da Braip em 2026: quanto custa vender de verdade
A tabela pública da Braip é 9,90% mais R$ 2,49 por transação, mas as linhas que quase ninguém soma estão nos Termos de Uso. Veja tarifa de manutenção, antecipação, saque e conta parada, com contas em três tickets.
A Braip anuncia a taxa numa linha só, 9,90% mais R$ 2,49 por transação, e o número é honesto até onde vai. O problema é que ele não cobre tudo que sai da sua venda. Parte dos valores que pesam para quem vende curso mora nos Termos de Uso, fora da central de ajuda. Aqui a gente reúne o que está documentado nas fontes oficiais da Braip, checadas em agosto de 2026, e aplica cada valor a três tickets comuns em curso online, R$ 97, R$ 497 e R$ 1.997.
Antes das contas, um recado de contexto. A Braip é forte no lugar onde ela sempre se posicionou, em produto físico com rede de afiliados. Ela tem marketplace nativo e uma área de membros embutida, a Braip Members. Se o seu negócio é produto físico com afiliado empurrando volume, ela resolve bem esse jogo, e sem custo fixo de plataforma para começar. Este texto fala com um perfil mais específico, que é quem vende curso por ela e quer saber quanto sobra por venda de verdade.
Quanto a Braip cobra por venda: a tabela pública é 9,90% mais R$ 2,49
A tabela pública da Braip é 9,90% sobre o valor da transação mais R$ 2,49 fixos, segundo a central de ajuda oficial da Braip, checada em agosto de 2026. Esse número não vale para todo mundo. Os próprios Termos de Uso admitem alíquotas negociadas abaixo disso, com referência explícita a produtores com remuneração inferior a 6,9%. A Braip não publica tabela de faixas nem critério de negociação, então trate os 9,90% como o ponto de partida de quem entra sem acordo. A plataforma também não publica tabela por meio de pagamento nem faixa especial de microtransação. Então não dá para afirmar que Pix, boleto ou cartão tenham percentuais diferentes entre si, porque nas fontes consultadas esse detalhamento simplesmente não existe.
Os cálculos abaixo são nossos, aplicados sobre a tabela pública, porque a Braip não divulga exemplo por ticket:
- R$ 97: 9,90% dão R$ 9,60, mais o R$ 2,49 fixo, R$ 12,09 de taxa. Sobram R$ 84,91.
- R$ 497: 9,90% dão R$ 49,20, mais o fixo, R$ 51,69 de taxa. Sobram R$ 445,31.
- R$ 1.997: 9,90% dão R$ 197,70, mais o fixo, R$ 200,19 de taxa. Sobram R$ 1.796,81.
O que muda a leitura é o custo efetivo, quanto a taxa representa do preço depois de somar percentual e fixo. Na venda de R$ 97, os R$ 12,09 equivalem a 12,46% do valor. Na de R$ 497 esse custo efetivo cai para 10,40%, e na de R$ 1.997 fica em 10,02%. O valor fixo de R$ 2,49 pesa mais quanto menor o ticket, e em produto de entrada você acaba pagando bem mais do que os 9,90% da vitrine. Quem usa isca de R$ 47 ou R$ 97 para depois vender o principal precisa embutir essa diferença no preço do produto de entrada.
A tarifa que quase ninguém soma: manutenção de compensação
Antes de listar as linhas avulsas, vale registrar o que a Braip acerta no custo de entrada. Não há mensalidade nem taxa de setup. O cadastro é gratuito e a cobrança acontece na venda. As duas tarifas fixas que existem são condicionais, e esta é a primeira delas.
O prazo padrão de recebimento no cartão é de 30 dias, e a Braip permite negociar prazos menores. Essa redução tem preço, e o preço dela não está na central de ajuda. Ele está nos Termos de Uso, na forma de uma tarifa mensal de manutenção de compensação, escalonada conforme o prazo contratado. Checados em agosto de 2026, os valores são R$ 19,90 por mês para receber em 2 dias, R$ 9,90 por mês para 7 dias e R$ 6,99 por mês para 15 dias.
Duas ressalvas importam tanto quanto os valores. A primeira é a condição de volume de cada faixa. A tarifa de R$ 19,90 incide nos meses em que houver saques de R$ 500 ou mais, e as de R$ 9,90 e R$ 6,99 nos meses em que houver saques de R$ 300 ou mais. A segunda ressalva é a redação do documento, que diz que a Braip "poderá cobrar". É uma cláusula potestativa, a central de ajuda não tem artigo sobre essa tarifa e não existe confirmação pública de que ela esteja sendo aplicada hoje. Se você pretende contratar prazo curto, confirme com o gerente de contas antes de fechar.
Quando incide, é uma linha condicional e recorrente, e o peso por venda depende do mês. Num mês em que a tarifa de R$ 19,90 incida e você faça dez vendas de R$ 497, ela adiciona cerca de R$ 1,99 de custo por venda. Num mês fraco, com duas vendas, o mesmo R$ 19,90 vira quase R$ 10 por venda. No absoluto não é um valor alto, e para uma operação com caixa apertado receber em 2 dias em vez de 30 costuma valer bem mais do que isso. O que vale saber é que ela existe, mora num documento que quase ninguém lê antes de assinar e não aparece em nenhum lugar da central de ajuda.
Quando o dinheiro cai: 30 dias no cartão, 24 horas no Pix
O prazo padrão documentado pela central de ajuda é de 30 dias corridos para venda no cartão de crédito, com Pix disponível em até 24 horas e boleto em até 3 dias úteis. Os Termos de Uso trazem redação um pouco diferente para os dois, D+1 no Pix e D+2 no boleto, então na dúvida trabalhe com o prazo maior de cada par. Os prazos menores no cartão, de 15, 7 ou 2 dias, entram por negociação e podem carregar a tarifa mensal da seção anterior.
Na prática, o mix de pagamento dos seus alunos decide o seu fluxo de caixa mais do que a taxa. Numa operação que vende majoritariamente no Pix, a comissão fica disponível para saque em até 24 horas. Mas o dinheiro só entra na sua conta bancária depois do saque, que tem mínimo de R$ 100 por ordem, custa R$ 5,39 e leva até 3 dias úteis para ser creditado. A mesma operação concentrada em cartão parcelado espera trinta dias por cada venda, e é aí que a antecipação começa a parecer atraente.
Antecipação: o teto de 5,49% e os R$ 50 que mudam a conta
A antecipação da Braip chega a 5,49% ao mês, mais R$ 50 fixos, segundo a central de ajuda oficial checada em agosto de 2026. Três detalhes mudam a conta antes de qualquer simulação. O percentual é teto mensal e proporcional ao prazo que falta para o vencimento, então quanto mais perto do vencimento, menor ele fica. Ele incide sobre o valor bruto da transação aprovada, conforme os Termos de Uso, e é somado à tarifa por transação. E a antecipação vale só para recebíveis de cartão de crédito, com saldo pendente superior a R$ 1.000.
Vale registrar uma divergência entre as fontes oficiais. A central de ajuda fala em 15 dias após a primeira venda aprovada para liberar a antecipação, enquanto os Termos de Uso falam em 90 dias consecutivos de vendas ativas. As duas são fonte primária e não batem, então não dá para cravar o tempo de conta necessário. Pergunte ao suporte antes de contar com essa liberação.
Pegue a venda de R$ 1.997. No teto de 5,49% sobre o valor bruto, antecipar um mês custa R$ 109,64 de percentual mais R$ 50 fixos, R$ 159,64 no total. Somando com os R$ 200,19 da taxa por transação, o custo total da operação vai a R$ 359,83, ou 18,02% do preço cheio, e sobram R$ 1.637,17.
O peso do valor fixo aparece quando você compara lotes de tamanhos diferentes, sempre acima do piso de R$ 1.000. No teto, antecipar um lote de R$ 1.000 custa R$ 54,90 de percentual mais R$ 50 fixos, R$ 104,90, ou 10,49% do valor antecipado. Antecipar um lote de R$ 5.000 custa R$ 274,50 mais os mesmos R$ 50, R$ 324,50, ou 6,49%. O percentual é idêntico nos dois casos, e sozinho o fixo custa 5% no lote pequeno e 1% no grande. Por isso, se for antecipar, faça em lote maior.
Saque e conta parada: duas linhas fáceis de esquecer
Tirar o dinheiro da conta Braip custa R$ 5,39 por solicitação, com mínimo de R$ 100 por ordem e crédito na conta de destino em até 3 dias úteis, segundo a central de ajuda. O mínimo pesa em quem vende ticket baixo, porque com produto de R$ 97 você precisa acumular pelo menos duas vendas antes de conseguir pedir o saque. A marca fala em saque 24 horas por dia, o que quer dizer que você pode solicitar a qualquer hora, com o crédito ainda levando os mesmos até 3 dias úteis. Como o valor por solicitação é fixo, quem pede quatro saques no mês paga R$ 21,56, contra R$ 5,39 de quem consolida tudo num pedido só, uma diferença de R$ 16,17 no mês. Isolado é pouco, mas é a linha que ninguém soma quando compara plataformas por percentual.
A segunda linha é mais silenciosa. Conta sem movimentação por 90 dias ou mais passa a pagar R$ 33,90 por mês, conforme os Termos de Uso checados em agosto de 2026. Vale um aviso ao leitor aqui, porque boa parte do conteúdo que circula sobre a Braip ainda cita R$ 29,99 para essa cobrança, número que não bate com o documento oficial atual. Se você tem saldo parado numa conta que parou de vender, são R$ 33,90 saindo todo mês sem nenhuma venda para diluir o custo.
Juro do parcelamento: o que as fontes oficiais não dizem
A própria Braip registra, nos Termos de Compra da marca (documento datado de agosto de 2024, checado em agosto de 2026), que "poderá haver cobrança extras nas compras parceladas, de acordo com o tipo de produto adquirido". É a única confirmação primária que existe sobre o assunto, e ela não define valor nem destino. Nem os Termos de Uso nem a central de ajuda publicam tabela desse encargo mês a mês, e também não registram para onde vai esse dinheiro depois de cobrado do comprador. Sem fonte primária, o que dá para dizer é que não há documentação sobre o destino desse valor. Vale perguntar direto ao suporte antes de montar a precificação de um produto que vende muito em 12x.
Na EngagED, o repasse do juro do parcelamento é regra publicada. O juro que o comprador paga volta para o caixa de quem vendeu, e isso funciona junto com o checkout próprio desde a primeira venda parcelada, sem volume mínimo e sem cadastro à parte. O custo do nosso lado também é público e rastreável, mensalidade mais 4,99% de adquirência no cartão, para você conseguir somar os dois modelos inteiros em vez de comparar percentual com percentual. O comparativo entre EngagED e Braip coloca esses pontos lado a lado.
Somando tudo: quanto sobra de uma venda de verdade
Só com a taxa por transação da tabela pública, uma venda de R$ 97 deixa R$ 84,91, uma de R$ 497 deixa R$ 445,31 e uma de R$ 1.997 deixa R$ 1.796,81. Nenhuma dessas três contas está fechada enquanto você não somar o resto. São os R$ 5,39 de cada saque, com mínimo de R$ 100 por ordem, mais a tarifa mensal de manutenção se você negociou prazo menor e ela incidir naquele mês. Some ainda os R$ 50 fixos e o percentual sobre o bruto, se antecipou. Entram também os R$ 33,90 se a conta ficou parada e o encargo do parcelamento que as fontes oficiais não detalham. Nos exemplos acima, o custo efetivo saiu de 10,02% em ticket alto sem nenhum extra para 18,02% na mesma venda com antecipação, sempre partindo dos 9,90% da tabela pública.
E vale repetir o que já dissemos no começo, porque é honesto. Se a sua operação vive de afiliado e produto físico, a Braip entrega uma estrutura que faz sentido para esse jogo, sem mensalidade e sem setup. A conta muda quando o produto é um curso de ticket alto e o parcelamento em muitas vezes é a espinha dorsal da venda, porque aí os custos acessórios e o encargo não documentado passam a pesar mais que o percentual da tabela.
Antes de decidir se compensa trocar de plataforma, rode numa calculadora o seu ticket médio, o número de vendas do mês, a frequência de saque e a fatia parcelada. A diferença entre modelos aparece nessas quatro variáveis. A calculadora comparativa da EngagED simula esse resultado com os seus números reais.
Este texto foi produzido com apoio de IA e revisão humana. Os valores foram checados em agosto de 2026 direto na central de ajuda oficial e nos Termos de Uso da Braip. Viu algo que mudou? Fale com a EngagED e a gente atualiza.
Perguntas frequentes
Dúvidas sobre o tema
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Quanto a Braip cobra por venda, e o que muda na comissão do afiliado?
A tabela pública é 9,90% mais R$ 2,49 por transação, segundo a central de ajuda oficial da Braip checada em agosto de 2026. Os Termos de Uso admitem alíquotas negociadas abaixo disso, com referência explícita a produtores com remuneração inferior a 6,9%, mas a Braip não publica tabela de faixas nem critério de negociação. Aplicando a tabela pública, uma venda de R$ 97 paga R$ 12,09 de taxa e deixa R$ 84,91. Uma de R$ 497 paga R$ 51,69 e deixa R$ 445,31, e uma de R$ 1.997 paga R$ 200,19 e deixa R$ 1.796,81. Essas contas por ticket são nossas, porque a Braip publica só o percentual e o valor fixo. Comissão da Braip, do jeito que o mercado fala, é essa mesma taxa, e ela vale igual com afiliado na venda ou sem afiliado nenhum, porque a remuneração descrita nos Termos não separa por canal. Já a comissão do afiliado é outra coisa. Os Termos não fixam percentual para ela, porque esse número é definido na oferta e não na tabela da plataforma. O único percentual de comissão de afiliado que o documento publica é o teto de 5% da afiliação premium, que a própria Braip paga sobre o que o produtor indicado gasta com a plataforma. Esse valor não tem relação com o que se paga numa venda.
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Que cobranças da Braip aparecem só nos Termos de Uso?
Duas, segundo os Termos checados em agosto de 2026. A primeira é a tarifa de manutenção de compensação, prevista pra quem negocia prazo de recebimento menor que os 30 dias padrão do cartão. São R$ 19,90 por mês pra receber em 2 dias, R$ 9,90 pra 7 dias e R$ 6,99 pra 15 dias, cada faixa valendo nos meses com retiradas acima de um piso (R$ 500 na primeira, R$ 300 nas demais). A central de ajuda não tem artigo sobre ela, então confirme com o gerente de contas antes de contratar prazo curto. A segunda é a conta parada. Sem movimentação por 90 dias ou mais, a conta passa a pagar R$ 33,90 por mês. Vários blogs ainda citam R$ 29,99, valor que não bate com o documento oficial atual.
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Em quanto tempo o dinheiro cai na conta na Braip?
O padrão documentado pela central de ajuda oficial é 30 dias corridos para venda no cartão de crédito, com Pix disponível em até 24 horas e boleto em até 3 dias úteis. Os Termos de Uso trazem redação diferente para os dois, D+1 no Pix e D+2 no boleto, então na dúvida trabalhe com o prazo maior de cada par. Vale lembrar que disponível quer dizer disponível para saque, porque o dinheiro só entra na conta bancária depois de você pedir o saque, que tem mínimo de R$ 100 por ordem, custa R$ 5,39 e leva até 3 dias úteis para ser creditado. O prazo do cartão é negociável para 15, 7 ou 2 dias, e essa redução pode ter custo próprio na tarifa mensal prevista nos Termos de Uso.
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Quanto custa antecipar o recebimento na Braip?
A antecipação chega a 5,49% ao mês, teto proporcional ao prazo que falta para o vencimento, mais R$ 50 fixos, segundo a central de ajuda oficial checada em agosto de 2026. O percentual incide sobre o valor bruto da transação aprovada e é somado à tarifa por transação. Ela vale só para recebíveis de cartão de crédito e exige saldo pendente superior a R$ 1.000. O valor fixo de R$ 50 muda bastante a decisão conforme o tamanho do lote. No teto, antecipar um lote de R$ 1.000 custa R$ 104,90, ou 10,49% do valor antecipado, e um lote de R$ 5.000 custa R$ 324,50, ou 6,49%. Por isso antecipação de valor pequeno raramente fecha.
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Faço tudo na mão hoje, essa conta já vale pra mim?
Vale, e é quem toca tudo sozinho que costuma levar o susto maior. O custo da Braip aparece diluído em cada transação e nas tarifas avulsas, então quase nunca é somado no fim do mês. Faça a conta com o seu ticket real e o número de vendas do mês, contando também quantos saques você pede e se negociou prazo menor de recebimento. Essas quatro variáveis mexem no custo efetivo mais do que o percentual anunciado.
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