Checklist de otimização on-page pra blog de curso

Um post pode ter impressões reais no Google e ainda ficar preso na segunda página por causa de detalhes simples. Veja o checklist de otimização pra revisar antes de publicar.

Checklist de otimização on-page para blog de curso, com itens de SEO como title tag, meta description, heading structure, URL, links internos e texto alternativo em imagens.

Um post com impressões reais e posição ruim

No Search Console isso aparece o tempo todo: um post junta algumas centenas de impressões pra um termo relevante pro seu curso, mas fica preso lá pela posição 30, na terceira página do Google. Ninguém clica em nada na posição 30. O termo é real, o Google já entendeu do que o post trata, só que ele não considera o conteúdo bom o suficiente pra subir.

Na maioria das vezes o assunto está bom e o texto também. O problema costuma ser um conjunto de detalhes de otimização on-page que ficaram pela metade. O título ficou genérico, a meta description foi copiada de outro post, os headings não têm estrutura nenhuma e o texto não linka pra nada dentro do próprio site. Cada item sozinho parece pequeno. Juntos, eles seguram o post exatamente onde ele está.

Este é um checklist pra rodar em cada post antes de publicar, ou pra revisar num post antigo que já tem tráfego mas não sai do lugar.

Título: o primeiro item a revisar

  • A palavra-chave aparece no título, de preferência perto do início.
  • O título descreve o que o post entrega, sem prometer algo que o texto não cumpre.
  • Tem entre 50 e 60 caracteres, pra não cortar no resultado de busca.
  • É diferente do título de qualquer outro post do blog. Dois posts competindo pela mesma busca é comum e atrapalha os dois.
  • Não é uma pergunta genérica que várias páginas do seu nicho já usam. Quanto mais literal e específico, melhor.

Meta description: o texto que decide o clique

A meta description não pesa na posição do jeito que o título pesa, mas decide se quem lê o resultado de busca clica ou não. Itens pra checar:

  • Tem entre 150 e 160 caracteres.
  • A palavra-chave aparece pelo menos uma vez, de forma natural.
  • Descreve o que a pessoa encontra no post, não uma frase vaga tipo "saiba tudo sobre o assunto".
  • Ela é única em cada post, porque meta description repetida entre posts confunde o Google sobre qual página priorizar pra aquele termo.

Headings: H1 único, H2 organizando o argumento

Muito post de blog de curso online é um bloco de texto corrido com um H1 no topo e nada mais. Isso dificulta a leitura e também a indexação, porque o Google usa os headings pra entender a estrutura do conteúdo.

  • Existe um único H1 na página, igual ao título ou muito próximo dele.
  • O texto está dividido em H2 pra cada seção principal do argumento.
  • Pelo menos um H2 contém a palavra-chave ou uma variação direta dela.
  • Os headings descrevem o conteúdo da seção de forma literal. Quem só lê os H2 do post consegue entender do que ele trata.
  • Nenhum bloco de texto passa de umas 300 palavras sem quebrar em um novo heading.

Densidade de palavra-chave sem forçar o texto

Repetir a palavra-chave em toda frase não ajuda a posição, só deixa o texto estranho de ler. Mas o termo também precisa aparecer o suficiente pra ficar claro do que o post trata.

  • A palavra-chave aparece no primeiro parágrafo do post.
  • Aparece de novo em pelo menos um H2.
  • O resto do texto usa variações e sinônimos naturais em vez de repetir a mesma frase várias vezes.
  • Lendo o post em voz alta, nenhuma frase soa forçada por causa do termo.
  • A palavra-chave não foi inserida em lugares que não têm relação com o assunto, como legendas de imagem soltas.

Linkagem interna: apontar pro resto do site

Post sem link interno nenhum é uma página isolada. Ela não ajuda o Google a entender como o assunto se conecta com o resto do site, e também não leva quem está lendo pra nenhum outro lugar.

  • O post tem de 2 a 4 links internos, colocados no meio de frases naturais, nunca como uma lista solta no fim.
  • O texto âncora descreve pra onde o link leva, em vez de "clique aqui" ou "saiba mais".
  • Pelo menos um link aponta pra uma página mais ampla sobre o tema. Se o post fala de marketing pra curso online, um link natural é pro material sobre como vender cursos online, que cobre o processo do começo ao fim.
  • Se o blog roda dentro da mesma estrutura que hospeda o curso, um link pra plataforma de curso online ajuda a situar de onde vem o conteúdo que a pessoa está lendo.
  • Nenhum link vai pra uma página que não existe mais ou que ainda nem foi publicada.

Outros itens rápidos antes de publicar

  • A URL do post é curta e contém a palavra-chave, sem números soltos nem parâmetros.
  • Toda imagem tem texto alternativo descrevendo o que ela mostra.
  • O post tem uma imagem de capa própria, feita pra ele, não uma imagem genérica de banco.
  • O tamanho do texto é compatível com a complexidade do assunto. Um checklist pode ser curto, um guia comparativo geralmente precisa de mais espaço.

Um checklist que vale revisitar

Nenhum desses itens sozinho muda a posição de um post da noite pro dia. Mas quando título, meta description, headings e linkagem interna estão todos alinhados, o Google tem muito mais clareza sobre o que aquele conteúdo é e pra quem ele serve, e é aí que a posição começa a subir de verdade.

Se o seu blog é parte da estratégia de atrair aluno pra um curso online, vale rodar esse checklist em posts antigos também, não só nos novos. E se ainda falta decidir onde esse blog vai ficar dentro da sua operação de curso, o guia da EngagED pra montar e vender curso online cobre o resto da estrutura em volta dele.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre o tema

  • O que muda quando você aplica esse checklist num post que já está publicado no blog?

    O Google reindexa o post depois da edição, geralmente em alguns dias. Se título, meta description, headings e linkagem interna melhoraram de verdade, a posição tende a subir nas semanas seguintes, mas não muda da noite pro dia.

  • Quantas vezes a palavra-chave precisa aparecer no texto do post?

    Não existe um número fixo. O importante é a palavra-chave aparecer no título, no primeiro parágrafo e em pelo menos um H2, com o resto do texto usando variações naturais em vez de repetir a mesma frase.

  • Vale reescrever o título de um post que já está indexado há meses?

    Vale, principalmente se o título está genérico ou não representa bem o conteúdo. Trocar o título pode causar uma queda temporária de posição enquanto o Google reprocessa a página, mas o efeito costuma ser positivo depois de algumas semanas.

  • Quantos links internos um post de blog precisa ter?

    Entre 2 e 4 links, colocados no meio de frases naturais pro leitor. O texto âncora precisa descrever pra onde o link leva, e cada link deve apontar pra uma página que existe e já está publicada.

  • Otimizar o mesmo post várias vezes prejudica o SEO dele?

    Não prejudica, desde que as mudanças sejam reais e não só cosméticas. O Google reprocessa a página a cada atualização relevante, e ajustar título, headings ou linkagem interna com base em desempenho costuma melhorar a posição.

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