Nível de consciência do consumidor: onde começar
Veja o que é nível de consciência do consumidor, os três estágios pelos quais seu público passa e como diagnosticar isso antes de criar qualquer produto ou campanha.
Antes de pensar em qual curso lançar ou em qual anúncio rodar, existe uma pergunta que raramente é respondida com clareza: em que momento da cabeça o seu potencial aluno está agora? Essa resposta é o que chamamos de nível de consciência do consumidor, e ela é o ponto de partida de qualquer estratégia de produto ou de marketing que realmente converte, muito antes de qualquer decisão sobre preço, formato ou esteira.
O que é nível de consciência do consumidor
Nível de consciência é uma forma de entender como a mente do seu cliente se comporta durante o processo de compra: o que ele já sabe, o que ainda não percebeu e o que está disposto a considerar naquele momento específico. Não é uma opinião sobre o seu público, é um diagnóstico.
Esse entendimento importa porque a mesma dor pode ser vivida por pessoas em estágios completamente diferentes de consciência, e cada estágio exige uma comunicação e um conteúdo diferentes para funcionar. Uma empresa que produz conteúdo e desenha produtos a partir dessa análise consegue conduzir o consumidor à compra de forma muito mais eficaz do que uma empresa que trata todo o público como se estivesse no mesmo lugar da jornada.
Na prática, isso significa que o texto de uma página de vendas, o tom de um anúncio e até o formato de um produto de entrada deveriam mudar dependendo de quem está do outro lado, não do que você acha mais fácil de vender.
Os três estágios que definem como seu cliente chega até você
Existem três estágios principais de consciência que valem observar antes de qualquer decisão de produto ou campanha.
Inconsciente ou consciente do problema. É o momento em que o consumidor não tem clareza de que existe uma dor a ser resolvida, ou até percebe que algo incomoda, mas não sabe como resolver. É o famoso "não sei por onde começar". Um exemplo simples: alguém que ganha bem, mas gasta muito e no fim do mês não consegue guardar dinheiro. Essa pessoa sente o desconforto, mas ainda não formulou o problema com clareza nem procurou uma solução.
Consciente da solução. Aqui o consumidor já entendeu o próprio problema e, ao pesquisar, encontra um leque de possibilidades diferentes para resolvê-lo. Seguindo o mesmo exemplo, essa pessoa pesquisa no Google algo como "como economizar" e encontra opções bem diferentes entre si: um vídeo no YouTube, um livro físico, um curso online. Ela sabe o que precisa, mas ainda não decidiu como.
Consciente do produto. Nesse estágio, o consumidor já escolheu o tipo de solução e está comparando produtos específicos dentro dela pelos critérios que mais importam para a decisão final. A mesma pessoa do exemplo, já decidida por um curso online, entra em cada opção disponível, compara valor de investimento e benefícios oferecidos e escolhe o curso que considera mais completo tecnicamente e com mais ferramentas práticas.
Repare que os três estágios descrevem a mesma dor, mas exigem abordagens completamente diferentes. Falar sobre comparação de preço e benefícios com alguém que ainda nem percebeu o próprio problema é desperdiçar a mensagem, da mesma forma que insistir em explicar o problema básico para quem já está comparando fornecedores soa raso e faz o potencial aluno desistir da leitura.
Por que confundir os estágios trava sua estratégia antes de ela começar
O erro mais comum de quem está criando conteúdo, campanha ou produto pela primeira vez é tratar todo o público como se estivesse no mesmo estágio, geralmente o mais avançado. É natural: como especialista no assunto, é fácil esquecer que a maior parte do seu público ainda não pensa sobre o tema com a mesma profundidade que você.
O resultado prático desse erro aparece em dois lugares. No marketing, o texto de uma campanha fala sobre benefícios técnicos e comparações específicas do produto para pessoas que ainda não sabem nem que têm o problema, e a campanha simplesmente não conecta. No produto, um curso de entrada carregado de conteúdo avançado demais afasta justamente quem mais precisava dar o primeiro passo.
É por isso que o diagnóstico do nível de consciência precisa vir antes de qualquer desenho de produto. Ele é o que determina que tipo de conteúdo, de oferta e de tom cada degrau da sua esteira deveria ter para conversar de verdade com quem está do outro lado.
Como diagnosticar o estágio do seu público na prática
Diagnosticar não exige uma pesquisa complexa. Alguns sinais que você já tem disponíveis contam boa parte da história.
Observe os termos de busca que trazem tráfego até o seu conteúdo. Buscas do tipo "não sei por onde começar" ou uma descrição vaga do incômodo indicam alguém inconsciente do problema ou apenas consciente dele. Já buscas que comparam formatos ("curso ou mentoria", "vale a pena fazer curso online") indicam alguém consciente da solução, ainda decidindo o caminho. Buscas por nome de produto, marca ou "qual o melhor" indicam alguém consciente do produto, prestes a decidir entre opções específicas.
Observe também as perguntas mais comuns em uma call de vendas ou em uma caixa de mensagens. Quem pergunta "isso funciona para o meu caso" geralmente ainda está validando se o problema é real. Quem pergunta sobre parcelamento, prazo de acesso ou diferença entre dois produtos seus já está consciente do produto e perto da decisão.
Por fim, olhe para o seu funil atual: em que etapa a maior parte das pessoas trava? Se muita gente abandona logo na primeira página, é possível que o conteúdo esteja falando com quem já está consciente do produto, quando na verdade a maior parte do tráfego ainda nem percebeu o problema. Cruzar esses três sinais, busca, perguntas e ponto de abandono no funil, já dá um retrato bastante confiável de onde o seu público está.
Sinais de que o diagnóstico está sendo ignorado
Alguns sintomas aparecem com frequência quando esse diagnóstico não foi feito. O primeiro é uma página de vendas cheia de comparações técnicas para um público que ainda não entendeu por que aquilo importa. O segundo é um produto de entrada tão avançado que o aluno iniciante se sente perdido nas primeiras aulas e some antes de terminar. O terceiro é uma campanha de anúncio que fala em "o melhor curso do mercado" para pessoas que nunca ouviram falar do problema que o curso resolve, e por isso simplesmente ignoram o anúncio.
Esses sinais também aparecem quando a estrutura por trás dos produtos não tem espaço para acomodar estágios diferentes de consciência: se você só tem um produto, ele precisa fazer sozinho o trabalho de convencer quem está inconsciente do problema e quem já está pronto para comprar, o que raramente funciona bem para os dois extremos ao mesmo tempo. É esse o motivo de uma esteira de produtos existir: dar a cada estágio de consciência um produto que fala a língua certa com ele, numa infraestrutura pensada para sustentar isso sem depender de planilha solta ou processo manual, como a que a EngagED oferece para produtores de cursos online.
Do diagnóstico aos próximos passos
Depois de identificar em que estágio o seu público majoritariamente está, o passo seguinte é usar esse diagnóstico para desenhar cada degrau da sua esteira de produtos, do produto de entrada ao ticket mais alto, com a metodologia própria por trás de cada um. É esse desenho completo que o guia de esteira de produtos detalha, mostrando como organizar produtos de entrada, mid e high ticket a partir do nível de consciência que você acabou de mapear, com a estrutura completa rodando num único ambiente na plataforma para cursos online da EngagED.
O diagnóstico também é a base para atrair o público certo em cada estágio, porque a personalidade da sua marca e a forma como você se comunica precisam variar conforme fala com quem ainda não percebeu o problema ou com quem já está comparando produtos específicos. Esse é justamente o assunto de como atrair o público certo pra cada produto da sua esteira.
Já quando o público chega nos estágios mais avançados de consciência, prontos para investir mais em uma solução mais completa, o que sustenta essa decisão deixa de ser só o nível de consciência e passa a ser a credibilidade da sua metodologia. Vale a leitura de como transformar sua expertise em referência de mercado para entender esse próximo passo.
Nenhum desses passos funciona bem sem o diagnóstico feito primeiro. Antes de escrever a próxima linha de copy ou desenhar o próximo produto, pare e pergunte: em que estágio de consciência está a pessoa que eu quero alcançar com isso? A resposta muda tudo o que vem depois.
Perguntas frequentes
Dúvidas sobre o tema
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O que é nível de consciência do consumidor?
É o estágio em que a mente do seu potencial aluno está durante o processo de compra: se ele ainda não percebe que tem um problema, se já entende o problema mas não conhece as soluções, ou se já está comparando produtos específicos. Diagnosticar esse estágio antes de criar conteúdo, marketing ou produto evita falar a coisa certa para a pessoa errada no momento errado da jornada dela.
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Como saber em qual estágio de consciência está o meu público?
Observe as perguntas que as pessoas fazem antes de comprar, os termos de busca que trazem tráfego até você e as objeções mais comuns em uma call de vendas. Quem busca "não sei por onde começar" está inconsciente do problema; quem já compara opções específicas de curso está consciente do produto. Cruzar esses sinais com o seu funil atual mostra o retrato real do seu público.
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Preciso montar a esteira de produtos antes de identificar o nível de consciência do meu público?
Não, a ordem é inversa: o diagnóstico do nível de consciência vem primeiro, porque é ele que informa que tipo de produto faz sentido em cada degrau da esteira. Montar a esteira sem esse diagnóstico costuma gerar produtos tecnicamente bons, mas que não conversam com o estágio real de quem está do outro lado, o que trava a conversão entre eles.
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O nível de consciência muda de produto para produto na mesma esteira?
Sim, e essa é a lógica por trás de qualquer esteira bem desenhada. Um produto de entrada normalmente fala com quem está inconsciente do problema ou já consciente dele, enquanto um produto de ticket mais alto exige alguém consciente do produto e disposto a investir mais para resolver uma dor específica. Por isso o mesmo público muda de estágio conforme avança na sua esteira.
Leia o guia: Como montar sua esteira de produtos
Do produto de entrada ao high-ticket, com diagnóstico por nível de consciência e metodologia própria.